Sil desenvolve máquina de teste de sobrecarga para mostrar o risco dos fios e cabos desbitolados


máquina de teste de sobrecarga

Com a crescente incidência de fios e cabos desbitolados no mercado – ou seja, produtos com menos cobre do que o correto -, a Sil Fios e Cabos Elétricos decidiu criar a máquina de teste de sobrecarga para apresentação ao público, para conscientizar as pessoas do risco dos produtos fora de norma, mostrando o impacto da falta de qualidade. A primeira versão da máquina foi apresentada em 2017.

Em apenas um minuto, o teste realizado no equipamento apresenta, de forma prática, a diferença de um produto de qualidade comparado a um fora de norma. O efeito mostrado no curto espaço de tempo pretende que as pessoas entendam que o barato tende a sair caro. Mais: que o barato é uma farsa e só o é porque possui menos cobre. Trata-se de um teste para deixar clara a diferença entre os dois produtos e as consequências causadas em uma instalação ao fazer a opção errada em curto ou médio prazos.

Nelson Volyk, gerente de Engenharia de Produto da empresa, explica que o teste de sobrecarga tem por objetivo comparar um produto de qualidade com um desbitolado, demonstrando que sua capacidade de condução de energia é menor: “Durante a simulação fazemos passar uma corrente elétrica muito alta pelos dois cabos, em uma ligação série, onde a corrente que passa por um produto é exatamente a mesma que passa pelo outro. Mostramos que o produto dentro da norma aquece por efeito Joule, já que se trata de um teste de sobrecarga, mas seu isolamento não se altera, enquanto que o cabo desbitolado esquenta tanto que o material isolante derrete”.

O fato de a máquina de teste de sobrecarga ser maior em sua primeira versão limitava seu transporte e, consequentemente, a aplicação dos testes durante os treinamentos realizados pela companhia por todo o Brasil. Identificada essa dificuldade, o equipamento passou por uma reformulação e em 2018 a Sil criou uma versão reduzida, um novo projeto que permite ser despachada como bagagem em aviões.

“Menor e mais leve, agora podemos levá-la para qualquer lugar. Apenas no início deste ano, já realizamos testes com ela em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Mato Grosso. Importante destacar que nesta nova versão acrescentamos um amperímetro para mostrar a corrente elétrica que circula nos condutores durante a simulação”, finaliza Volyk.

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FONTE: BOLETIM INDUSTRIAL

 

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