Greve dos caminhoneiros afeta 92% das empresas do setor de bens de capital mecânicos


Pesquisa realizada pela Abimaq com suas associadas revela que atraso na entrega de insumos, falta de funcionários e paralisação parcial da produção são alguns dos impactos ocasionados com a greve dos caminhoneiros. Os resultados foram divulgados ontem.

“Temos relatos de nossas associadas de que várias matérias-primas e componentes não estão chegando nas fábricas, além de dificuldade de obter combustíveis e lubrificante por causa da paralisação dos caminhoneiros”, afirma José Velloso presidente executivo da Abimaq.

Velloso ressalta que tem algumas empresas avaliando dar férias coletivas ou antecipar o feriado. “Os empresários estão com problemas de desabastecimento. Isso é bastante sério. Esperamos que haja um acordo entre os envolvidos e a greve termine logo para que a indústria volte a produzir como antes”.

Atraso na entrega de mercadorias de cliente e fornecedores, paralisação parcial da produção, absenteísmo, falta de materiais para elaboração de refeição dos funcionários, perda de embarque de produtos para exportação, custos extras de armazenagem e logística são alguns dos relatos dos 92,7% dos fabricantes de máquinas e equipamentos com relação aos reflexos da greve dos caminhoneiros.

A pesquisa realizada pela associação também questiona, caso a greve se estenda por mais alguns dias, quais medidas as empresas pretendem adotar. Férias coletivas, dispensa de colaboradores, trabalhar em regime de urgência e home office, reduzir semana trabalhada e produção, e adiar alguns projetos foram algumas das atitudes colocadas pelos empresários com o prolongamento da paralisação dos motoristas de caminhão.

Resultado de imagem para Greve dos caminhoneiros afeta 92% das empresas do setor de bens de capital mecânicos

FONTE: BOLETIM INDUSTRIAL

Anterior Centro de Inovação em Novas Energias terá investimento de R$ 110 milhões
Próximo Indústria 4.0 exige mudanças na forma de pensar