Indústria brasileira está apta a atender as demandas do setor de óleo e gás


A demanda da indústria de óleo e gás por máquinas e equipamentos deverá crescer substancialmente.  “As alterações no marco regulatório do pré-sal, que definiram o fim da exclusividade estatal, criou oportunidades para novos negócios”, afirmou o diretor de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Júlio Diaz, durante a segunda etapa do  Circuito Virtuoso da Indústria de Óleo e Gás”, realizada no dia  27 de  fevereiro, em Piracicaba e Santa Bárbara D’Oeste, no interior paulista. De acordo com Dias, a produção brasileira de petróleo e gás natural tem um horizonte de crescimento nas próximas décadas, exercendo um papel central no fornecimento de energia, mesmo com os investimentos nos renováveis.

A indústria brasileira apta a atender as necessidades atuais do setor de óleo e gás, de forma competitiva. Luiz Cassiano Rando Rosolen, diretor-presidente da Romi,  não só frisou a capacidade da cadeia produtiva brasileira em atender as demandas do setor de óleo e gás, como também destacou que a Romi vem contribuindo com o fornecimento de equipamentos  e  soluções destinados à usinagem de peças e componentes do setor, aumentando a competitividade  das  empresas fornecedoras deste segmento.

O presidente da Caterpillar Brasil, Odair Renosto, falou durante o evento sobre os robustos investimentos da empresa na produção de grupos geradores e propulsores para o setor de óleo e

Gás. Ele destacou a competitividade e a qualidade de tudo o que  é produzido no Brasil quando comparado com  o  mercado  internacional.

Tratando sobre a importância dos combustíveis renováveis,  João Alberto Abreu, vice-presidente executivo de Etanol, Açúcar  e Bioenergia da Raízen explicou que toda indústria precisa apostar em novas tecnologias e que não acompanhar a tendência é um risco enorme para qualquer empresa que pretende continuar no jogo e manter a concorrência num mercado cada vez mais pautado por inovações e novas diretrizes.

Marcos Assayag, presidente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), representando o Ministério de Minas e Energia, destacou a capacidade produtiva nacional e a posição do Brasil  com  enorme  potencial  competitivo  frente  aos  países  mais  desenvolvidos  do  mundo. Assayag ressaltou ainda a excelência  operacional das empresas da região de Piracicaba, comparando com o que há de mais tecnológico nas operações industriais.

A segunda etapa do Circuito Virtuoso da Indústria de Óleo  e  Gás reuniu representantes do setor durante todo o dia 27 de  fevereiro, em Piracicaba e Santa Bárbara D’Oeste. Os participantes puderam conhecer em detalhes o processo produtivo da Caterpillar, Raízen e Romi.

Promovido pelas três empresas, o programa apresentou a  atuais e também novos operadoras, afretadoras, moduleiros e estaleiros que estão entrando no país, a partir das novas rodadas de leilões do setor, que a indústria nacional fornecedora de bens e serviços na área de óleo e gás é competitiva e pode atender às demandas interna e externa. Além das empresas anfitriãs Caterpilar, Raízen e Romi, apresentaram-se nessa etapa do Circuito as empresas Sotreq, Turbinas Solar, Mitsubishi Compressor do Brasil e Sulzer  Brasil.  

O Circuito Virtuoso foi lançado em novembro passado na sede da Firjan, no Rio de Janeiro, e a primeira  etapa  aconteceu  em  dezembro,  no  Espírito Santo. A etapa de Piracicaba,  continuou promovendo  uma importante troca de conhecimentos   que se mostra essencial para o desenvolvimento do setor.

 

FONTE: BOLETIM INDUSTRIAL

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