Confiança da indústria avança em fevereiro


O resultado de fevereiro sugere que a trajetória de crescimento gradual da confiança se mantém.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas avançou 1,0 ponto em fevereiro de 2018, para 100,4 pontos. Com o resultado, o ICI ultrapassa o nível neutro de 100 pontos pela primeira vez desde setembro de 2013 (101,7 pontos).

“ O resultado de fevereiro sugere que a trajetória de crescimento gradual da confiança se mantém, com calibragem nas avaliações sobre a situação atual e melhora das perspectivas do setor para os meses seguintes. Um destaque da Sondagem deste mês é a alta disseminada da utilização da capacidade, para um nível comparável ao de meados de 2015 – ainda distante, no entanto, da média histórica do indicador”, afirma Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV Ibre.

A alta da confiança industrial em fevereiro de 2018 ocorreu em 9 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice de Expectativas (IE) subiu 3,4 pontos, para 101,4 pontos, o maior desde junho de 2013 (104,9). Após sete altas consecutivas, o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 1,5 ponto em fevereiro, para 99,4 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, ambos permaneceram em alta – o IE subiu 1,1 ponto, para 99,9 pontos, e o ISA subiu 0,8 ponto, para 99,6 pontos.

A piora na percepção sobre os negócios foi o principal fator a contribuir para a queda do ISA neste mês. O indicador de situação atual dos negócios caiu 2,2 pontos, para 96,4 pontos. Apesar de a parcela de empresas que avaliam a situação como boa subir, de 18,3% para 18,6% do total, a parcela das que a consideram ruim subiu em maior proporção, de 19,1% para 19,8% do total.

Após cair 7,3 pontos em janeiro, o indicador de expectativas com a evolução do pessoal ocupado nos três meses seguintes avançou 5,9 pontos, para 99,4 pontos, sendo a principal contribuição para a alta do IE no mês. Houve aumento da proporção de empresas prevendo aumentar o quadro de pessoal, de 17,8% para 20,6% do total, e diminuição da proporção das que esperam redução, de 12,3% para 12,0% do total – o menor desde outubro de 2013 (10,9%).

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) aumentou 0,9 ponto percentual (p.p.) entre janeiro e fevereiro, para 75,6%, o maior desde junho de 2015 (75,8%). A alta espalhou-se por 13 dos 19 segmentos industriais. Apesar da alta, o Nuci ainda se encontra mais de 6 p.p. abaixo da média histórica dos 10 anos anteriores à recessão de 2014-2016, de 82,3%.

A edição de fevereiro de 2018 coletou informações de 1.030 empresas entre os dias 1 e 26 de fevereiro.

 

FONTE: BOLETIM INDUSTRIAL

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