Faturamento das micro e pequenas empresas de SP cresce em novembro


O faturamento das micro e pequenas empresas (MPEs) do estado de São Paulo aumentou 2,2% em novembro na comparação com o mesmo mês de 2016, repetindo o porcentual positivo de outubro. Foi o nono mês consecutivo de elevação na receita real (já descontada a inflação) das MPEs em relação a igual período do ano anterior. No acumulado de janeiro a novembro, a expansão na receita é de 5,6% ante janeiro a novembro de 2016, segundo a pesquisa Indicadores, realizada pelo Sebrae-SP.

A receita total das MPEs paulistas em novembro de 2017 ficou em R$ 53,2 bilhões. Por setores, o melhor resultado foi o do comércio, com alta de 8,1% em novembro sobre o mesmo período de 2016; a indústria apresentou crescimento de 2,2% no faturamento real. No entanto, os serviços foram na contramão, com queda de 3,8% na mesmo comparação.

O principal fator a contribuir para o bom resultado das MPEs foi a queda da inflação ao longo do ano passado, ajudando a preservar o poder de compra da população.

“Temos uma combinação de fatores favoráveis à alta do faturamento dos pequenos negócios: ajustes da política econômica, redução dos juros, retomada da confiança no país e inflação baixa”, diz o presidente do Sebrae-SP, Paulo Skaf. “São nove meses de resultados positivos, que demonstram a recuperação do desempenho das micro e pequenas empresas”. Ao lembrar que as comparações são feitas com bases mais deprimidas dos anos anteriores, Skaf ressalta que é preciso melhorar ainda mais o ambiente para garantir competitividade, “aprovando reformas e diminuindo o Custo Brasil.”

Na análise por regiões, as MPEs do Grande ABC registraram a maior elevação do faturamento em novembro na comparação com o mesmo mês do de 2016: 7,3%. As MPEs localizadas no interior tiveram aumento de 3,5% na receita real, seguidas pelas empresas da capital, de 2,7%, e, da região metropolitana de São Paulo, com crescimento mais modesto, de 0,9%, no período.

A melhora da economia tem tido reflexos na indústria e as MPEs do setor instaladas no Grande ABC provavelmente se beneficiaram disso, marcando o segundo mês seguido de crescimento na receita real.

A folha de salários e o pessoal ocupado nas MPEs caíram em novembro de 2017 ante o mesmo período de 2016: 8,7% e 5,1%, respectivamente. Por outro lado, o rendimento dos empregados nos pequenos negócios aumentou 4,6%.

“Há um ambiente que sinaliza que a economia vai continuar melhorando, como juros e inflação baixos, mas ainda não houve recuperação do nível de emprego, o que influencia muito o desempenho das micro e pequenas empresas”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano. “Conforme houver avanços no mercado de trabalho, será mais um aspecto a influir positivamente nos resultados dos pequenos negócios.”

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) do estado de São Paulo engataram o quinto aumento consecutivo no faturamento real em novembro ante o mesmo mês do ano anterior. A alta foi de 10,5% e, com isso, a categoria acumula expansão de 2,5% no indicador no acumulado desde janeiro.

Os MEIs do setor de serviços foram os que mais tiveram motivos para comemorar, com elevação de 17,2% no faturamento de novembro. O comércio teve desempenho positivo no indicador: alta de 14,7%. Porém, os MEIs da indústria viram a receita ficar 9,1% menor em relação ao mesmo período de 2016.

No total, a receita dos MEIs em novembro ficou em R$ 4,3 bilhões. Os MEIs da região metropolitana de São Paulo apresentaram aumento de 14,9% no faturamento real enquanto os do interior do Estado viram sua receita se ampliar em 5,8%.

 

Expectativas – Para o primeiro semestre de 2018, 38% dos donos de MPEs disseram acreditar em aumento da receita; eram 33% um ano antes. Já 44% dos empreendedores falam em estabilidade (47% em dezembro de 2016).

Quanto à economia brasileira, 43% dos proprietários de MPEs aguardam manutenção no nível de atividade nos primeiros seis meses deste ano, ante 50% em dezembro de 2016. Para 35%, haverá melhora, acima dos 26% há um ano.

Entre os MEIs, 47% acreditam que o faturamento vai melhorar no primeiro semestre; um ano atrás 50% pensavam assim; já 42% preveem estabilidade, um pouco mais que os 36% em dezembro de 2016.

Sobre a economia brasileira, parcela significativa, 44% dos MEIs, creem em estabilidade; esse grupo era 38% um ano antes. Outros 41% esperam melhora sobre 39% de um ano atrás.

A pesquisa Indicadores Sebrae-SP foi realizada com apoio da Fundação Seade. Foram entrevistados 1,7 mil proprietários de MPEs e 1 mil MEIs do Estado de São Paulo durante o mês de referência. No levantamento, as MPEs são definidas como empresas de comércio e serviços com até 49 empregados e empresas da indústria de transformação com até 99 empregados, com faturamento bruto anual até R$ 3,6 milhões. Os MEIs são definidos como os empreendedores registrados sob essa figura jurídica, conforme atividades permitidas pela Lei 128/2008. Os dados reais apresentados foram deflacionados pelo INPC-IBGE.

 

FONTE: BOLETIM INDUSTRIAL

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