Faltam profissionais para desenvolver tecnologias baseadas em IoT para o setor agrícola


O potencial da tecnologia da Internet das Coisas (IoT) para impulsionar a inovação, a eficiência e o aumento da produtividade no setor agrícola corre risco, uma vez que as empresas de agritech estão necessitando requalificar com urgência seus atuais funcionários e embarcar em campanhas de recrutamento para garantir que possam contar com as capacidades específicas para continuarem a se desenvolverem. De acordo com uma pesquisa independente encomendada pela Inmarsat, enquanto a grande maioria das empresas de agritech se movem em direção à adoção da IoT, uma parte significativa delas não possui o pessoal ou as habilidades necessárias para aproveitar a tecnologia.

A Vanson Bourne, especialista em pesquisa de mercado, entrevistou profissionais de 100 grandes empresas de agritech em todo o mundo e mostrou que, enquanto mais de 46% das empresas desse setor relataram uma implantação total de soluções IoT e 16% outras iniciaram uma implantação parcial, muitas não possuem hoje as habilidades necessárias para fazer isso de forma eficaz. Além disso, as empresas precisam elevar suas habilidades no nível estratégico, no qual 65% dos entrevistados identificaram uma insuficiência, bem como na administração e entrega da implantação da IoT, para o qual mais de 50% dos entrevistados disseram que faltava pessoal.

A pesquisa também elenca os conhecimentos específicos de IoT que faltam para as empresas de agritech. Cerca de 55% destas relataram uma falta de pessoal de segurança cibernética; já para 53%, necessidade de habilidades de ciência analítica e de dados é um fator preocupante.

Chris Harry-Thomas, diretor de Desenvolvimento Setorial de Agricultura da Inmarsat, comentou a respeito dos resultados: “A IoT é a linha de frente da Quarta Revolução Agrícola, e fornece um sistema nervoso digital com uma rede de dispositivos e sensores conectados e automatizados. Os agricultores estão utilizando essas tecnologias para melhorar drasticamente a eficiência e a precisão de suas operações, automatizando os sistemas de irrigação de modo que a água só seja entregue onde for necessária, e otimizando a fertilização para melhorar os rendimentos.”

“Enquanto a automação desses processos reduz a necessidade de intervenção manual no campo, ela está criando novas necessidades de funcionários qualificados em áreas como análise de dados e segurança cibernética que, como já vimos em nossas pesquisas, faltam hoje no setor”.

“Com a transformação digital em pleno andamento, muitos setores tradicionalmente mecânico-físicos como a agricultura estão correndo para recrutar especialistas digitais para apoiar suas ambições de IoT. Competir com as empresas de tecnologia do Vale do Silício na busca de pessoal qualificado será um desafio para o setor de agro tecnologia, mas à medida que essas empresas decidam assumir o ônus da segurança de dados para aumentar sua participação de mercado no setor, torna-se fundamental que recrutem pessoal com a capacidade de fazê-lo”.

Harry-Thomas conclui afirmando que o estabelecimento de parcerias estratégicas com terceiros pode ajudar as empresas de agro tecnologia a fecharem as lacunas em suas carteiras de habilidades de IoT: “As empresas precisam aprimorar o seu pessoal existente e atrair novos talentos, se quiserem desenvolver soluções IoT bem-sucedidas. No entanto, no prazo mais longo, o foco deverá ser no estabelecimento de parcerias estratégicas com especialistas de IoT. Com maiores economias de escala, parceiros especializados podem projetar soluções complexas de IoT em múltiplas redes de comunicação, incluindo dados de satélite e celulares, para implantar redes IoT sofisticadas e automatizadas em todo o setor agrícola”.

Para ver o hotsite da pesquisa e baixar o relatório ‘The Future of IoT in Enterprise’ completo (em inglês) acesse: http://research.inmarsat.com/ .

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FONTE: BOLETIM INDUSTRIAL

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